sábado, 12 de março de 2011

Por favor, limpem os banheiros!

Depois de algum tempinho afastada daqui, eis que volto com um gostinho saudosista. Vou republicar o primeiro artigo meu que saiu no Jornal Diário da Manhã, lá pelos idos de 2007, que no meu ponto de vista ainda é muito atual. 



Os empresários, de um modo geral, ainda não perceberam que para aumentar o seu faturamento e o mix de clientes, devem focar boa parte de sua atenção (ou de suas ações) nas mulheres. Calma leitor, a escriba não está tendo um acesso feminista. Existem dados estatísticos aos quais eles deveriam se atentar, e assim, descobrir que o segredo do sucesso, como em tudo na vida (isso é um acesso feminista!), está em nós, mulheres!

As mulheres são maioria da população, representando 45,4% da População Economicamente Ativa (PEA), onde 42,6 milhões estão no mercado de trabalho. Cada vez mais, as mulheres assumem a chefia de suas famílias, e buscam alternativas para aumentar sua renda mensal (dados do IBGE). Segundo o TSE, elas totalizam 67.483.419 do eleitorado, ou 51,72% do total. E quando um casal vai sair, é ela, quase sempre, quem decide o lugar do passeio.

Voltando ao mundo empresarial, e dessa vez falando diretamente com o ramo de entretenimento (bares, restaurantes, boates, cinemas, etc), é fácil agradar as mulheres para que elas se sintam motivadas a retornar à casa numa próxima oportunidade. Comecem pelos banheiros! Sim, as mulheres os adoram, pois é para lá que elas levam as amigas para uma fofoca de última hora, para o retoque da maquiagem, ou simplesmente para o uso habitual. Não há nada mais desagradável do que o espaço ter um bom atendimento, uma comida gostosa, mas na hora de se usar o toalete, ele está imundo. Isso significa, que o empresário não se preocupa em manter limpo uma das áreas mais visitadas do seu estabelecimento. Fico a pensar o que acontece na cozinha...

Há alguns meses, visitei um conhecido espaço de entretenimento de Goiânia , localizado no setor Marista (por existir inúmeros naquele setor, deixo ao leitor o benefício da dúvida). O atendimento era mediano, mas os petiscos estavam saborosos. Fui ao banheiro lavar as mãos, sujas de gordurinha de batata frita. Me surpreendi com a cena que encontrei: parecia que o banheiro acabara de sediar a terceira guerra mundial. As latinhas de lixo não comportavam a enorme quantidade de papéis, que agora preenchiam boa parte do piso do minúsculo box do vaso sanitário. O chão também denunciava que alguma moça passara mal naquele recinto, e os restos de qualquer coisa estavam lá no chão (urght!). A pia estava repleta de água e o espelho tinha até uma marquinhas de batom (ah se as meninas soubessem que o mesmo pano que limpa o chão, limpa o espelho...). Não tive dúvidas: entrei, olhei, lavei rapidamente as mãos e saí.

Na volta, questionei o garçom com qual freqüência os banheiros da casa eram limpos. Ele me respondeu um "acho que a tia da limpeza já foi embora". Fiquei decepcionada. Chamei a turma para trocar de lugar. Fomos para um outro estabelecimento, agora no setor Bela Vista. Adivinha qual foi o primeiro lugar que fui ao chegar lá? No banheiro, claro. Este estava limpinho, e tinha até um cheiro bom no ar (difícil acreditar nisso quando estamos falando de um horário pós meia-noite, mas de fato estava com cheiro de desodorisador de ambientes). Os garçons estavam arrumadinhos (uniforme passado e ainda alinhado) e eram muito educados (tipo de gentileza que toda mulher gosta).

Poxa, adorei! Tudo que quero: um lugar agradável, com pessoas educadas me atendendo, um visual bacana, e um banheiro limpo. Como diz minha ex-editora Cley, "já quero!". Adivinha agora pra onde eu vou quando sair da próxima vez? Por favor empresários: limpem os banheiros. Nós, mulheres, agradecemos. E prometemos voltar, e fazer propaganda positiva de vosso restaurante.

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